quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Livros sobre as religiões de matriz Afro-Brasileiras



O Templo Arani informa que, por cortesia do Bàbálawo Bàbálola Sàngótôlà (Professor Fernandez Portugal Filho), dispõe agora de vários exemplares de obras suas como:

- Guia práctico da lingua Yorubá - (dicionário)

- Jogo de Búzios - (oráculos)

- Olhos de fogo, coração de mel - (magia afro.)

- O Uso mágico e terapêutico do Sabão da Costa 

- Formulário Mágico Terapêutico

- Os Búzios da Santeria

Informamos os possiveis interessados nestas obras que as podem adquirir directamente no templo. Não enviamos pelo correio.

Informações:



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Festa dos Erês - Crianças

Sábado, 28 de Setembro 2013 - Inicio ás 15h 
Templo Arani em Almada - Portugal


Gira de Pretos-Velhos e Festa de Crianças

Ritual aberto ao publico


Informações:


Telefones:

96 326 94 99 - 91 529 02 36

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Festa em homenagem a Iemanjá


15 de Agosto de 2013 - ás 16h - Praia da Costa Nova - Aveiro

Portugal

Yemanja / Iemanjá é um orixa muito respeitado e cultuado no candomblé, Umbanda, Ifá, santeria e diversas nações como, ketu, Angola, Jejê, Efon. Yemanjá tem muitas histórias uma delas contada nessa lenda é que:
Um certo dia hove em que todos os deuse deveria atender ao chamado de Olodumare para uma reunião Iemanjá estva em casa matando um carneiro, quando Legba (Exú) chegou para avisá-la do encontro.

Apressada e com medo de atrasar-se e sem ter nada para levar de presente a Olodumare, Iemanja carregou consigo a cabeça do carneiro como oferenda para o grande pai.
Ao ver que somente Iemanja trazia-lhe um presente, Olodumare declarou:

“Awoyó ori dori re”.
“Cabeça trazes, cabeça serás”.

Desde então Iemanjá é a senhora de todas as cabeças.
Na Cultura Ioruba, a dona e senhora do mar é Olokun que é mãe de Yemojá.


Venha vestido de branco ou pelo menos com uma peça de roupa branca vestida

* texto de "Templo de Umbanda Tenda de Oxossy"


terça-feira, 4 de junho de 2013

Candomblé em Portugal: Inauguração do Novo Ilé Asè Omin Ògún

O novo Ilé Asé Omin Ògún, Terreiro de Candomblé da nação Ketu, situado em Fernão Ferro, foi inaugurado no passado dia 25 de Maio. As festividades, marcadas com um Siré em louvor ao Orisá dono do Ilé, o Grande Baba Ògún, foram conduzidos pelo Agabá do Terreiro – Babálórísá Jomar d’Ògún e pelo Otún Òrísá Bábálórísá Paulo d’Yemonjá. A festa, de grande alegria, fundamento e asè, começou a meio da tarde, tendo-se prolongado noite dentro. Um após o outro, os Orisás desceram ao Ayé, louvando o Dono da Festa e abençoando o espaço sagrado.
Os cultos Afro-Brasileiros em Portugal fizeram-se representar, tanto com casas de Umbanda como de Candomblé, numa festa que se espera tenha contribuído para a união e harmonia entre o Povo de Santo.
Ficam algumas fotos da festa.
Asè


sexta-feira, 8 de março de 2013

Candomblé em Portugal: Positivo ou Negativo



A tradição judaico-cristã tem, como o seu pólo mais negativo e perturbador, uma figura odiada e apontada como símbolo de tudo o que é vil e impuro: o Diabo! O seu nome resulta do termo latim “diabolus”, ou seja, “aquele que separa”. É a representação de tudo o que Deus não é, sendo a sua suposta forma original a de um anjo querubin, que foi expulso dos Céus por nele conter o princípio da corrupção universal. È ele a antítese de Deus, o anti-cristo que, auxiliado pela sua ordem de demónios, é o causador da mutação do certo para o errado e da luz para as trevas. Simboliza a parte mais negativa de todas as coisas e é o alvo a abater na eterna luta entre o bem e o mal.
Pensa-se que a concepção hedionda de Lúcifer só se veio a materializar a partir do fim do Império Romano (476 d. c.), quando a Igreja Católica passou a ocupar o vazio de poder deixado pela queda de Roma; a Europa via-se imersa por invasões dos povos ditos bárbaros, sem conseguir garantir o poder absoluto do qual resultaria a ordem social. Era preciso “demonizar” as crenças pagãs, para que a religião cristã emergisse como nova ferramenta do poder e do controlo sobre os diversos povos que viviam dentro das fronteiras do decaído império Romano, fornecendo uma base de cultura comum para um mundo extremamente diverso e conflituoso. Para manter seu domínio sobre estas populações, durante a "Idade das Trevas" a igreja resolveu personificar "a encarnação do mal". Passou então a representar no Diabo toda a maldade, os vícios, os pecados e os sofrimentos do mundo; e também a figura de um "Demónio malévolo", comandante de uma legião de outras criaturas das trevas em luta eterna contra Deus, os santos e os anjos, para "corromper a humanidade", carregando-a para a perdição do pecado, afastando-a da "verdadeira Igreja de Cristo". Digamos que a possibilidade de pecar, deixou de ser atribuída ao ser humano e ao seu livre arbítrio, e foi transferida para a influência deste Ser que, quando lhe fosse concedida a oportunidade de semear o “pecado”, não a desdenharia.

No entanto, na grande maioria das outras religiões, o conceito é diferente uma vez que esta necessidade de criar um “inimigo religioso” não foi, historicamente, considerado premente.
Talvez por isso, é difícil encontrarmos uma entidade que por si só seja exclusivamente má e impura. Deuses ou Santos como Seth, Loki, Exu, Shiva, só para citar alguns, embora complexos, conflituosos, trapaceiros, e detentores de um forte cariz sexual, são entidades capazes de feitos benévolos e essenciais para o equilíbrio Universal, embora sejam muitas vezes, por ignorância, sincretisados como os Diabos das suas religiões.

Dando alguns exemplos vemos que:

- Seth, Deus egípcio guardião dos mortos, é também visto como símbolo do supremo sacrifício pela justiça, Deus das tempestades, que permitem a constante mutação e sobrevivência do deserto e da inteligência.

- Exú, Orixá Yoruba é visto como o dono da comunicação espiritual, do poder regenerativo e da sexualidade que perpetua a espécie humana. Segundo o Candomblé, sem Exú não há comunicação com todos os restantes Orixás!

- Os primeiros contos referentes à Loki descrevem-no como bom e companheiro de Odin. Aos poucos foi-se transformando num ser malévolo e diabólico. A ideia de mal e diabo não existia dentro da concepção nórdica. Este aspecto foi surgindo após o contacto com as civilizações mediterrânicas. Muitas das suas proezas causaram grandes danos ou ferimentos, mas geralmente Loki era suficientemente rápido para restaurar a ordem e evitar o desastre completo, mostrando assim a sua faceta mais positiva.

- Shiva, o Deus Hindu da destruição, participou activamente na formação do Homem e é responsável pela transformação e renovação. Sem ele o mundo parava e nada avançava.

Estas entidades, embora perfeitamente capazes de praticar o que hoje é considerado o “mal” não tinham, na sua origem, conotação maléfica. Eram uma parte intrínseca pertencente á dinâmica do todo que é o mundo.
É certo que todos eles possuíam “incompatibilidades históricas” com os Deuses ou Divindades considerados mais virtuosos e bons (Loki com Odin, Esú com Oxala, Seth com Osíris e Shiva com Vixnu), mas é importante também salientar que estes, quando analisados á luz da actual concepção do bem e do mal, não poderão ser considerados completamente bons, tendo também cometido actos que não se enquadram nos estereotipo do benévolo Deus Criador da tradição judaico-cristã.
Podemos então aferir que, sendo verdade que em todas as religiões existam pólos ditos “positivos” e “negativos”, apenas na religião de tradição judaico-cristã estes valores se apresentam como absolutos e, mais importante ainda, em nenhuma das outras correntes religiosas, as entidades mais controversas, se assim podermos chama-las, influenciam a capacidade de julgamento do certo e errado inerente ao ser humano. Provavelmente, representarão o conceito, mas não são completamente nefastas na sua essência, fazendo parte do constante equilíbrio universal.
Segundo pudemos perceber ao longo deste texto, o mundo é dual e contém princípio e fim. Esta afirmação jamais deverá ser esquecida. Tudo que for construído um dia deverá ser destruído; por isso o bem e o mal são partes intrínsecas do nosso ser. Somente a possibilidade de reconstrução leva ao crescimento verdadeiro. A busca do equilíbrio, é aceitar as duas como sendo nossas, utilizá-las da melhor forma possível para o crescimento pessoal e consequentemente colectivo.
Qual das religiões tem a concepção verdadeira do exposto, ou se alguma o terá, não é palpável… dependerá sempre da fé, crença e orientação religiosa de cada um, respeitando assim o livre arbítrio que em todas, o Criador Supremo nos concedeu.  

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Candomblé em Portugal: A Origem do Nome Candomblé




Originalmente, em África, Candomblé como religião, não existia.. O que existia lá era o chamado de culto à Orisá, ou seja, cada região africana cultuava um Orisá e só iniciava Elegun ou pessoa daquele Orisá; portanto, a palavra Candomblé foi uma forma de denominar as reuniões feitas pelos escravos, para cultuar os seus Deuses ou Santos no Brasil, porque também era comum chamar de Candomblé a todas as festas ou reuniões de negros . Por este motivo, antigos Babalorisás e Iyalorisás evitavam chamar o "culto dos Orisás" de Candomblé. Eles não queriam com isso serem confundidos com estas festas. Mas, com o passar do tempo à palavra Candomblé foi aceite e passou a definir um conjunto de cultos vindo de diversas regiões africanas.
A palavra Candomblé possui dois significados entre os pesquisadores: Candomblé seria uma modificação fonética de Candonbé, um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola; ou ainda, derivaria de Candonbidé, que significa acto de louvar, pedir por alguém ou por alguma coisa.

NAÇÕES: Como forma complementar de culto, a palavra Candomblé passou a definir o modelo de cada tribo ou região africana: Candomblé da Nação Ketu, Candomblé da Nação Jeje, Candomblé da Nação Angola. A palavra Nação aparece, não para definir uma nação política, pois Nação Jeje não existia em termos políticos, mas sim um conjunto de práticas.. O que é chamado de Nação Jeje é o Candomblé formado pelos povos vindos da região do Dahomé e formado pelos povos Mahin. Os grupos que falavam a língua yorubá entre eles os de Oyó, Abeokuta, Ijesá, Ebá e Benin vieram a constituir uma forma de culto denominada de Candomblé da Nação Ketu. Ketu era uma cidade igual às demais, mas no Brasil passou a designar o culto de Candomblé da Nação Ketu ou Alaketu. Estes yorubás, quando guerrearam com os povos Jejes e perderam a batalha, tornaram-se escravos desses povos, sendo posteriormente vendidos ao Brasil. Quando os yorubás chegaram a esta região sofrida e maltratada, foram chamados pelos Fons de Ànagô, que quer dizer na língua Fon piolhentos, sujos entre outras coisas. A palavra com o tempo se modificou e ficou Nàgó e passou a ser aceite pelos povos Yorubas no Brasil, para definir as suas origens e uma forma de culto. Na verdade, não existe nenhuma nação política denominada Nàgó. No Brasil, a palavra Nàgó passou a denominar os Candomblés também de Xamba da região norte, mais conhecido como Sangô do Nordeste. Os Candomblés da Bahia e do Rio de Janeiro passaram a ser chamados de Nação Ketu com raízes Yorubas. Porém, existem variações de Nações, por exemplo, e Candomblé Ijesá. Ilesá é uma cidade da região próxima a Osobô e ao rio Osun. Ijesá não é uma nação política. Ijesá é o nome dado às pessoas que nascem ou vivem na região de Ilesá, que caracteriza a Nação Ijesá no Brasil e é a posição que consagra Osun como a rainha dessa nação. Da mesma forma como existe uma variação no Ketu, há também no Jeje, como por exemplo, Jeje Mahin. Mahin era uma tribo que existia próximo à cidade de Ketu. Os Candomblés da Nação Angola e Congo foram desenvolvidos no Brasil com a chegada desses africanos vindos de Angola e Congo. A partir de Maria Néném e depois os Candomblés de Mansu Bunduquemqué do falecido Bernardino Bate-folha e Bam Dan Guaíne muitas formas surgiram seguindo tradições de cidades como Casanje, Munjolo, Cabinda, Muxicongo e outras. Nesse estudo sobre Nações de Candomblé, poderia relatar sobre outras formas de Candomblé, como por exemplo, Nàgó-vodun que é uma fusão de costumes yorubás e Jeje, e o Alaketu que não é uma nação específica, mas sim uma Nação yorubá com a origem na mesma região de Ketu, cuja sua história no Brasil soma-se a mais de trezentos e cinquenta anos ao tempo dos ancestrais da casa. A verdade é que o culto Nigeriano de Orisá, chamado de Candomblé no Brasil, foi organizado por mulheres e para mulheres. Antigamente, nas primeiras casas de Candomblé, os homens não entravam na roda de dança para os Orisás. Mesmo os que se tornavam Babalorisás tinham uma conduta diferente quanto à roda de dança. Desta forma, a participação dos homens era puramente circunstancial. Daí, dizer-se que se inserirem no culto vários cargos para homens, como por exemplo, os cargos de Ogans. Hoje a palavra Candomblé no Brasil define o que chamamos Culto Afro-Brasileiro.  

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Candomblé em Portugal: Previsões para 2013 por Pai Jomar d’ Ògún


Como já é habitual, Babalorisá Jomar d’Ogun, presenteia-nos com as previsões para o ano vindouro. Assim nesta edição, temos as previsões para o ano de 2013.
Pai Jomar, como Babalorisá da Nação Ketu, Bisneto de Santo de Mãe Olga de Alaketu, é um dos Babalorisás mais respeitados no panorama do Candomblé no nosso país, atravessando fronteiras. Tal respeito valeu-lhe, o título de Primeiro Coordenador Internacional da FENACAB (Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro) em Portugal e a vice-presidência da FENACAB Brasil. Indigitado pelo Presidente da mesma Federação, Pai Ari de Ajagunã (Aristides Mascarenhas), que adoptou Pai Jomar como seu filho de Santo. Babalorisá Jomar é ainda Balogun do Candomblé da Nação Ketu, título dado pelo Arô de Òsòósí, no Ilé Asè Opô Ajagunã, Bahia – Brasil.
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Segundo o Jogo de Búzios – Merindilogun (e não só) o ano de 2013, apresenta-se de um modo geral, um dos mais difíceis que teremos de atravessar tanto em Portugal como em grande parte de outros países europeus, não descartando infelizmente, ainda outros e noutros continentes.
Dizer que isto tudo que se nos apresenta é culpa de Olorum (Deus) ou dos Orixas, ou mesmo de algo superior ao ser humano, seria tão descabido ou até mesmo obsceno, quanto pensar-se que o ser humano em todas as suas vertentes, nada teria a ver com toda esta situação.
No caso português, estamos e vamos colher frutos provenientes de algumas “sementeiras” que alguns fizeram e que outros (quase todos) são obrigados a “colher e comer”. Refiro-me tanto à falta de emprego, como à insegurança social a todos os níveis. Para esta situação, para além da proteção e força dos Orixas e de um modo especial dos Orixas regentes do ano 2013, teremos que necessariamente, imperiosamente e de uma forma construtiva, “meter mãos à obra” no sentido de combater as injustiças, o laxismo e a incompetência, venham eles de onde vierem; tanto de quem emprega como de quem é empregado; de quem governa como de quem é governado; do cidadão como individuo como a célula familiar ou grupos comunitários.
Não podemos ser pessoas de avanços e recuos vividos no mesmo instante e momento, como será apanágio de todos os comportamentos e das energias que enfrentaremos. Está nas nossas mãos conduzir e aproveitar as oportunidades energéticas dos nossos Orixas... não podemos estar sempre à espera que o divino venha até nós, colmatar tudo o que a incompetência humana teima em não querer alterar. Temos de parar de auto comiserarmo-nos, de dizer mal de nós próprios e nos propormos sempre como vitimas! São-nos dadas as rédeas e devemos com a nossa postura, com a nossa força de trabalho, com nossa capacidade inventiva, com a nossa verdadeira vontade de vencer os obstáculos, toma-las nas nossas mãos e fazer as melhores opções de vida que queremos ter. Isto, para que todos os esforços valham a pena! Têm de valer a pena! Chama-se a atenção para no caso português o segundo semestre, mais propriamente no terceiro trimestre, a calma e a ponderação que se precisa de ter para levar a bom porto todos os objectivos propostos.
Somos gente de desafios. Sabemos que é bem mais fácil gritar para demonstrar certas dores... e bem mais difícil, serrar dentes e punhos para fazer da “desgraça”, graça!

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É isto que nos espera 2013 como portugueses e europeus. É isto que nos espera noutros continentes, outras localidades do globo como seja o médio oriente e oriente; tanto com o flagelo das guerras consequência da falta de respeito pelos povos e deles entre si; ainda de algumas calamidades naturais que poderão por “à prova” mais uma vez a capacidade inventiva e não menos importante da fé e sua consequência em todo o ser humano. Em relação aos países de economias emergentes, convém que neste momento tomem medidas para que não venham a ter futuramente, as mesmas consequências humanas, económicas e financeiras tal e qual se encontram alguns países europeus, fruto da incompetência por um lado e da ganância e facilitismo humano por outro.
É esta bênção, que nos fará capazes de refazer novas, todas “coisas” .Que o Orixa do ano 2013, a grande mãe Obá, mãe de todos os incompreendidos de todos aqueles que querem vencer todas a vicissitudes tanto a nível pessoal como colectivo; tanto a nível civil como religioso, coadjuvada pelo grande Orixa Obaluayé, nos abençoe e nos dê a força necessária para de batalha em batalha, podermos ganhar a guerra contra a miséria, a ganância, o “desamor”, a incompetência e a fome! A dor pode ser grande, o desanimo pode teimar em corroer-nos... mas nós, vamos vencer!
Obá Sin, Obá Siré mãe Obá!
Atoto pai Obaluayé!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Candomblé em Portugal: Previsões e Orixá regente para 2013 no novo número da revista Povo de Santo & Asè


Novo número da revista Povo de Santo & Asé já nas Bancas!!!


Encontre neste número as previsões e Orisá regente para o ano de 2013, num artigo escrito pelo Bábálórísá Jomar, tendo com base a leitura do seu Merindelogun (Jogo de Búzios)


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Somos uma Revista ecuménica, esóterica, com forte incidencia nos cultos Afro-Brasileiros, principalmente Candomblé e Umbanda, com distribuição em Portugal Continental, Regiões Autónomas e Brasil (Bahia).
… A Revista Povo de Santo e Asé é dirigida a todos os interessados na espiritualidade, sem esquecer os cultos Afro. Sabemos que, para viver a espiritualidade na sua plenitude, é necessário conhecer e conjugar todas as suas as suas vertentes. Chama-se a isto ecumenismo ! Na realidade, só se ama e respeita o que se conhece. Continuamos a apostar na autenticidade e na deversidade de todas as formas espirituais , dando voz a todas as vozes.
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Candomblé em Portugal: Kuras




As Kuras são cortes ritualísticos feitas no corpo de um iniciado de um culto Afro-brasileiro (Yaô), e que irão desempenhar um papel de primordial importância na sua vida religiosa futura.

Estas escarificações identificam, por um lado, cada tribo ou Nação no que ao culto diz respeito, e são também o símbolo de cada Ilê Asé (Terreiro de Candomblé). Mas o seu objectivo principal é o de bloquear as energias negativas a que o Filho/a de Santo irá estar sujeito na sua vida quotidiana, funcionando assim como uma espécie de escudo protector.

È também através destas escarificações, que a energia sagrada do Orisá encontrará as portas de entrada para o corpo do seu filho\a.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Candomblé em Portugal: O Culto aos Ancestrais




Através do culto aos ancestrais, os Egun ou Egungum é possível reconstruir origens, etnias, memórias. Essas memórias, enraizadas na multiplicidade da herança negro-africana.permitem revelar estruturas, valores, normas, denominadores comuns onde a questão da ancestralidade mítica e histórica, marca a existência de uma forte comunidade. É na memória e no culto aos antepassados que essa comunidade se afirma (Mestre Didi). Porque o objectivo principal do cultos dos Egun é tornar visível os espíritos dos ancestrais, agindo como uma ponte, um veículo, um elo entre os vivos e seus antepassados. E ao mesmo tempo que mantém a continuidade entre a vida e a morte, o culto mantém estrito controle das relações entre os vivos e mortos, estabelecendo uma distinção bem clara entre os dois mundos: o dos vivos e o dos mortos (os dois níveis da existência).
No símbolo “Egungun” está expresso todo o mistério da transformação de um ser deste mundo num ser-do-além, de sua convocação e de sua presença no Aiyê (o mundo dos vivos). Esse
mistério (Awô) constitui o aspecto mais importante do culto.

Vida e Morte para os Yorubás

Os yorubá, como os demais grupos africanos, crêem na existência activa dos antepassados. A morte não representa simplesmente um fim da vida humana, mas a vida terrestre prolonga-se em direcção à vida além-túmulo, exactamente nalgum dos nove espaços do Òrun, o domínio dos seres desprovidos do Èmì. Assim, a morte não representa uma extinção, mas mudança de uma vida para outra. Os antepassados ou ancestrais são denominados Òkú Òrun e Àgbagbà, ou ainda pelo título de Ésà, usado para reverenciar os ancestrais nos ritos de Ìpàdé, dos candomblés do Brasil.
Um antepassado é alguém de quem uma pessoa descende, seja através do pai ou da mãe, em qualquer período do tempo, e com quem o ser vivo conserva relações afectuosas. Somente alcançarão a condição de ancestral com merecimento de culto aqueles que atingiram uma idade avançada, com uma vida de boa qualidade e trabalho expressivo para a sociedade, além de terem
deixado bons filhos. Para os yorubá, um casamento sem filhos é algo mal sucedido.
Na verdade, o seu sistema de valores tem por base três coisas: Owó (Dinheiro), Omo (Filhos) e Àíkú (Vida longa). A Vida Longa é considerada a mais importante porque proporciona a oportunidade que pode tornar possível as duas outras. São esses e todas as linhagens de gerações passadas que, depois da morte se transformam, para os seus familiares. Embora os ancestrais compreendam membros masculinos e femininos das gerações anteriores, os ancestrais masculinos são os mais importantes. Ao seguirem para o Òrun, os ancestrais são libertos de todas as restrições impostas pela terra, e dessa forma, adquirem potencialidades que podem ser usadas para beneficiar os seus familiares que ainda estão na terra. Por essa razão, é necessário mante-los num estado de paz e contentamento. Quando dizemos que existe um culto ao ancestral, queremos dizer que o que existe de facto é uma manifestação de relacionamento familiar indestrutível entre o familiar que partiu e seus descendentes que ficaram.
De acordo com o Órun ao qual foi destinado, continuará a exercer suas funções familiares, agora de modo mais poderoso sobre seus descendentes que a ele continuam a se referir como Bàbá mi(Meu pai), ou Ìyá mi(Minha mãe). Esta forma salienta o amor e a afeição que caracterizam as relações de ambos. Trazendo ao exemplo: “Eu vou falar com o espírito de meu pai”, mas sim, “Eu vou falar com o meu pai”, numa prova de que continuam a ter o título de relacionamento que tinham enquanto chefes de família.
O fim da vida na terra envolve a questão a respeito do que se transforma o homem após a vida actual. Todas as religiões encaram estes factos: Nascimento, Vida e Morte( Ìbí, Ìyé, Àti Ikú), o Pós- Vida (IyèLébìn Kú), o Julgamento Divino (Ìdájó ti Olórun) e o possível retorno em outra vida, sucessivamente (Àtúnwa).
Ikú - Morte é visto como um agente criado por Olodumaré para remover as pessoas cujo tempo na Terra tenha terminado.
A morte é denominada Ikú, e trata -se de um personagem masculino. A sua lógica é para as pessoas mais velhas e que dadas certas condições, devem viver até uma idade avançada. Por isso , quando uma pessoa jovem morre, o facto é considerado uma tragédia, por outro lado, a morte de uma pessoa idosa é ocasião de alegria.
Sobre isto, costuma-se dizer: Ikú Kí pani, ayò I’o npa ni - “A morte não mata, são os
excessos que matam” “Todas as coisas que fazemos na terra, damos conta, de joelhos no céu”
Somente quando se é absolvido por Olodumaré é que se tem a oportunidade de se reunir com os ancestrais, podendo-se reencarnar e renascer dentro da mesma família.
Se alguém porém é condenado vai para o Òrun Àpáàdi, onde irá sofrer com os maus. Quando finalmente for libertado, não terá oportunidade de viver uma vida normal e será condenado a errar, por lugares solitários, comendo alimentos intragáveis.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Candomblé em Portugal: O Asè e as suas cores – O asè preto




Concluímos neste post dedicado ao asè e as suas cores. Após termos visto os constituintes do asè branco e constituintes do asè vermelho, analisaremos nesta edição a cor de asè que nos resta: o preto.
Preto, é do carvão, do ferro e portanto da terra. É a matéria em forma receptiva, simboliza o principio feminino, útero da natureza, onde a vida morre, fermenta e nasce novamente.
Todas as cores escuras estão associadas ao preto, inclusive o verde e o azul.
As cinzas dos animais sacrificados e calcinados compões o Asè no elemento preto.

3. AXÉ PRETO
3.1. Axé preto animal
• Cinzas de animais
3.2. Axé preto vegetal
• Sumo de certas plantas
• Pós de cascas e madeiras pretas
• Sementes pretas
• Seivas e resinas pretas
• Carvão vegetal
3.3. Axé preto mineral
· Metais pretos (ferro, estanho etc.)
· Carvão mineral
· Pós minerais pretos

Receber asè significa adquirir os elementos simbólicos que representam os princípios vitais e essenciais de tudo que existe, ou seja, a energia contida neles. Em suma, a manipulação de asè possibilita o reequilíbrio das energias positiva e negativa. Como todos sabemos, todas as coisas são compostas de energia positiva e negativa. O acumulo de energia negativa provocará no indivíduo vários sintomas e doenças, os quais serão sanados com a aquisição de asè ou, podemos chama-lo assim, energia positiva.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Candomblé em Portugal: O Asè e as suas cores - O asè vermelho


Dando seguimento post anterior sobre o Asè e as suas cores, e após termos visto os
constituintes do asè branco, analisaremos este mês os constituintes do asè vermelho.
O asè vermelho deriva-se em todos os matizes do vermelho, o coral, o laranja, o amarelo (em todas as suas matizes) e o marrom. Assim sendo, todo material cuja cor lembre o vermelho, será considerado do asè vermelho.
Para os Africanos, é considerado a suprema presença da cor, pois assinala a potencialidade do que existe e do que está para existir. O Cobre, o latão e o ouro, são agrupados dentro dessa cor devido à sua tonalidade abrasiva.
Alem das cores, os elementos naturais tais como: pedras, árvores e obras de arte, sobretudo esculturas, dão a simbologia dos elementos que compõem o asè.
A criação de um terreiro implica o assentamento do asè. Tarefa longa, por etapas, tais como:
• Preparação de pedras sagradas
• Plantação de árvores sagradas
• Assentamento dos asès
Assim, e sendo toda a cor de asè subdividida em animal, vegetal e mineral, temos:
22. AXÉ VERMELHO
2.1. Axé vermelho animal
• Sangue
• Corrimento menstrual
2.2. Axé vermelho vegetal
• Epo Pupa (Seiva divina para os Africanos)
• Pó vermelho vegetal
• Mel (considerado o “sangue” das flores)
• Seivas e resinas vermelhas
2.2. Axé vermelho mineral
• Metais vermelhos e amarelos (cobre, ouro, bronze,
latão etc.)
• Todos os minerais vermelhos, em pedra ou em pó
(argila etc.)
No próximo post, analisaremos o asè de cor preta.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Candomblé em Portugal: O Asè e as suas cores


O Asè e as suas Cores



A quantidade de asè varia de acordo com o elemento que lhe serve de veículo. Cada elemento é portador de uma “carga”, de uma quantidade de energia, de um poder que permite determinadas manipulações. O asè é contido em elementos dos três reinos: Animal, Vegetal e Mineral; a cada um está subjacente a sua cor! Está contido nas substâncias essenciais da cada um dos seres, animados ou não, que compõem o mundo. Esses “portadores” de asè podem ser agrupados em três categorias: “sangue” branco , “sangue” vermelho e “sangue” preto. O termo “sangue” é proveniente do facto de considerarmos o sangue como o principal portador de asè, dada a sua importância para a vida, humana ou vegetal. Todas as substâncias essenciais são consideradas “sangue”. Cada um desses “sangues” tem representações em cada reino da Natureza. A partir de agora, vamos nos referir ao “sangue” como Asé.
Antes de entrarmos na descrição desses “asès”, vejamos como é o sistema de cores dentro do culto dos Orisás :

Originalmente os Yorubá, que nos legaram a Religião dos Orisàs ( Orixás), possuíam um sistema de cores baseado em somente três cores básicas: BRANCO, VERMELHO e PRETO. O BRANCO, por ser uma cor única, é somente branco; O VERMELHO, deriva-se em todos os matizes do vermelho, o coral, o laranja, o amarelo (em todos os seus matizes) e o marrom. Então, todo material cuja cor lembre o vermelho, será considerado do Asè vermelho. O PRETO, além da cor negra em si, compõe-se de todos os matizes de cinza, de azul e de verde. Além das suas cores características, o Asé subdivide-se, ainda, em outros três grupos:

• ANIMAL
• VEGETAL
• MINERAL

Vejamos agora o Asé, com todos os seus componentes.

ASÈ BRANCO

ASÈ branco animal
O asè branco animal compreende:
• O hálito
• Os ossos (inteiros ou reduzidos a pó), dentes, marfim
• O plasma branco de certos moluscos (igbin)
• O leite e outras secreções brancas animais (sémen, saliva etc.)
• Pérolas e outras concreções que se formam no organismo de
certos animais
• Corais brancos

ASÈ branco vegetal
O asè (axé) branco vegetal compreende:
• Pós brancos de origem vegetal (serragens, moagem de
sementes, amido de arroz, amido de milho etc.
• Sumo branco de folhas, frutos e sementes
• Seivas e resinas brancas (borracha, látex etc.)
• “Leite” de certas plantas
• Grãos brancos de todas as espécies (arroz, feijão, milho etc.)
• Tubérculos e frutos brancos (nabo)
• Álcool e outras bebidas brancas
• A “manteiga” vegetal

ASÈ branco mineral
• Todos os metais brancos (prata, platina, chumbo, alumínio etc.)
• Todos os minerais brancos, em pedra ou em pó (calcário,
talco, gesso, mármore, argilas brancas etc.)
• Sais minerais
A abordagem ás outras cores de Asè continuarão em posts futuros.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Novos Fundamentos...

Caros leitores!

A Casa Agogô vem comunicar a todos que estamos passando por um processo de mudança nos fundamentos da nossa casa espiritual.
Novos conceitos, novas maneiras de ver a essência espiritual e as energias divina que cada ser humano trás em si, como também em todo o planeta terra e seus arredores cósmicos e para além do universo.
A Casa Agogô foi presenteada por seres divinos onde que dessa fonte espiritual emana-se luz, bondade e amor.
Sagrada! Matriarcal! Universal!
Onde os mensageiros da luz e da natureza passam ensinamentos para que possam ser divulgados em todo planeta Gaia.
Como cabalas, mandalas, símbolos e ensinamentos para uma nova era humana que começará a partir de 2013!

Que cada ser humano possa encontrar em seu caminho a escada que o conduzirá à sua consciência plena em pura luz.
Independente da religião, da filosofia e da estrada que escolher... Mas que tenha em conta que seu único objetivo e desejo seja se tornar Luz Divina.

Seja livre e voe como um pássaro.

Asé a todos e Assim Seja!

Casa Agogô

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

DOUTRINA AGOGÔ

O Fundamento da Doutrina Agogô é o ensino referente ao mundo espiritual, material e mental.
Abrangendo a cosmogonia, cosmologia matriarcal e os elementos inerentes na natureza!
Uma visão ampla do mundo em sua essência de fecundação, germinação humana e espiritual. ...

Agogô

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Candomblé em Portugal: Culto a Egungun


Egungun

Segundo a tradição do culto de Egun, este é originário da África, região de Oyò. O culto de Egun, é exclusivo aos homens, sendo Alápini o cargo mais elevado na hierarquia do culto, tendo como seus auxiliares os Ojés.
O culto aos Egun é uma importante instituição religiosa, que tem por finalidade preservar e assegurar a continuidade do processo civilizacional Africano.
O Culto a Egun ou Egungun veio da África, junto com o culto aos Orisás, trazidos pelos escravos.
Era um culto muito fechado, secreto mesmo, mais do que o culto aos Orisás, devido ao facto de se cultuarem os mortos.
O Egun é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que a sua comunidade elabora e pelas mãos dos ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado Ixan, que, acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungun ancestral individualizado está
de novo “vivo”.
A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos Orisás, em que o transe acontece durante as cerimónias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungun simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente coberta por uma roupa de tiras
multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente — característica de Egun, chamada de séégí ou sé.
Em Portugal, que se tenha conhecimento, não existem terreiros de culto Egungun, sendo que existirá um ou provavelmente dois terreiros que sendo Lesse Orisá, tem fundamento de Egun.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Curso sobre as religiões afro-brasileiras





Curso sobre as religiões afro-brasileiras

"De Exu a Oxalá - Os Deuses Yorubá"

Sábados 20 e 27 de Outubro de 2012

Ministrado pelo Professor Fernandez Portugal Filho*

- Autor de 13 livros e 26 apostilas -


O curso será repartido em dois (2) Sábados de 7h cada, e terá seu inicio Sábado dia 20 de Outubro, e fim no Sábado seguinte dia 27 de Outubro.

O horário será das 09.30 ás 17.30, com intervalo de 1h para almoço, e pausas para café.

O local será em Almada nas instalações do Templo Arani.


Programa do curso:

Antecedentes históricos.
A chegada dos Africanos no Brasil.
O conceito de nação.
Os primeiros candomblés.
O surgimento no Rio de Janeiro da Umbanda.
Os Òrìsà Yorùbá.
A iniciação no candomblé e na Umbanda.
Noções de magia yorùbá, oferendas e os ebo.
O uso de folhas ritualísticas, os cânticos sagrados.
Atual perspectiva dos cultos Afro-Brasileiros


Todos os formandos terão direito a certificado emitido pelo Instituto de Cultura Yorùbá, passado pelo Professor Fernandez Portugal Filho


Além do curso já anunciado, e durante a sua permanência em Portugal, o Professor e Babalawo Fernandez Portugal, aceita também marcações para Leituras de Búzios, nos dias úteis das semanas do curso.

O curso tem um pequeno investimento que deverá ser entregue no local antes do seu inicio. Todas as informações relativas ao valor do curso, ao local, ás inscrições e marcações para as Leituras de Búzios,  podem ser obtidas através dos telefones:

96 326 94 99   /   91 529 02 36



Faça já a sua reserva de inscrição, pois as inscrições tem um numero limite.


* Gumercindo Fernandez Portugal Filho, babalawo, antropólogo, professor, escritor, bacharel e licenciado em ciências sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, formado em comunicação Social pela Universidade Gama Filho, formado também um Naturopatia pela escola Portuguesa de Naturopatia.

Doutor Honoris Causa pela World University Roundtable (USA), membro da Comissão Alagoana de Folclore(BR), membro da Egbe Logun of Ifon – Oyo State (Nigéria), Diretor Presidente do Egbe Awó Ati Oniségun Omo Sàngó.
Sacerdote do Culto de Íya Mi Òsóróngá, na Nigéria, iniciado no Culto Palo, em Havana (Cuba), professor convidado do Departamento de História da Universidade Estácio de Sá (Rio de Janeiro), professor titular da Cadeira de Cultura Afro-Negra do centro de Estudos e Pesquisa de Cultura Yorubana (Rio de Janeiro), professor convidado do Departamento de Ciências Sociais da Faculdade de História da Filosofia da Universidade de Havana (Cuba).
Prestou assessoria para diversas produções da TV Globo e filmes.

Alguns de seus livros já publicados:

Curso de Cultura Religiosa Afro-Brasileira;
Yorúbá, A Língua dos Orixás;
Ossanyn, Orixá da Folhas;
Axé, O poder dos Deuses Africanos;
Cânticos e Encantos dos Orixás no Candomblé;
Rezas e Folhas do Meu Orixá;
O Jogo dos Búzios;
Formulário Mágico e Terapêutico;
Magias e Oferendas afro-brasileiras.


Foi também recentemente homenageado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, recebendo a Medalha de Mérito, considerado assim um dos maiores pesquisadores e divulgadores da cultura e religiosidade afro-brasileira.




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Candomblé em Portugal: Olubajé


OLUBAJÉ
A GRANDE FESTA DE OBALUAYÉ
OLU: “AQUELE” BA: “ACEITA” JE: “COMER”


De uma forma muito sucinta e através de uma das lendas conhecidas, explicarei o que significa esta festa. É uma cerimónia que obrigatoriamente deverá ser feita em todas as casa de Candomblé onde hajam “Yaôs” feitos com menos de sete anos. Uma outra situação em que esta cerimonia é também obrigatória, é quando o próprio Babalorisá ou Yalorisà desse Ilé Asè (Terreiro) é filho ou filha de Obaluaye ou Omulu.
Há uma lenda que diz que Songo, sendo um rei muito vaidoso, deu no seu palácio uma grande festa para a qual convidou, todos os Orísás à excepção de Obaluaye. Isto, porque as características desse mesmo Orísá, assustavam de certa maneira Songo…
Características de pobreza e de doença antagónicas ao próprio Orísá rei do Trovão.
Chegado o meio da festa, do cerimonial, os demais Orísás começaram a dar pela falta da presença de Obaluaye, e conversando, questionaram-se entre si pelo sucedido. Depois de um deles ter descoberto que o mesmo não tinha sido convidado, revoltaram-se e abandonaram a festa indo para a casa de Obaluaye, pedindo-lhe desculpa.
Obaluaye, recusara-se inicialmente a perdoar aquela ofensa até que chegou a um acordo: dava uma vez por ano ele mesmo uma festa, em que todos os Orísás seriam reverenciados, oferecendo comida a todos sem excepção, desde que Songo comesse aos seus pés e ele aos pés de Songo.
Nascia desta forma, a cerimónia do Olubajé.
Existem outras lendas, que pouco têm a ver com esta, narrando o motivo e o porquê de Songo e Ògún se manifestarem no Olubajé, ficando essas mesmas lendas para uma próxima oportunidade.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Festa de Iemanjá - praia em Aveiro

http://www.paicarlosdeoxossy.com/products/homenagem-a-iemanja/

Organizado pelo Templo de Umbanda Tenda de Oxossy, vai realizar-se uma festa de homenagem a Mãe Iemanjá, numa praia de Aveiro - Portugal, no dia 15 de Agosto:

"Venha participar e traga Flores para oferecer a nossa grande Mãe Iemanja.

Iemanjá (yemanjá), a Rainha do Mar, mãe de quase todos os orixás, é exaltada por negros e brancos. Iemanjá, possui vários nomes: sereia do mar, princesa do mar, rainha do mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Sereia, Maria, Dona Iemanjá; dependendo de cada região, mas sua origem vem da África. "A Iemanjá brasileira é resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos".

"Afrodite brasileira", Iemanjá é a padroeira dos amores e muito solicitada em casos de desafetos, paixões conflituosas, desejos de vinganças, tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Iemanjá exerce fascínio nos homens, sua beleza é o esteriótipo da beleza feminina: Longos cabelos negros, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa.

Têm poderes sobre todos aqueles que entram em seu domínio, o mar. Venerada e respeitada por pescadores e todos aqueles que vivem no mar, pois a vida dessas pessoas estão em suas mãos, segunda a lenda é ela quem decide o destino das pessoas que adentram seu império: enseadas, golfos e baías. Dona de poderes, a tranquilidade do mar ou as tempestades estão sob o seu domínio.

No sincretismo religioso, Iemanja tem identidade correspondente a outros santos, como na igreja católica é Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e a Virgem Maria.
Em cada lugar do Brasil Iemanjá é festejada, mas as datas diferem de um lugar para outro. Em Portugal e pelo TUTO Iemanja é festejada no dia 15 de Agosto e tambem no dia 31 de Dezembro, junto a passagem de ano, ondes os devotos oferecem oferendas: Velas, espelhos, pentes, flores, sabonetes e perfumes... certos elementos serão recolhidos para salvarguardar a limpeza da praia.

Iemanjá também é conhecida como deusa lunar, rege os ciclos da natureza que estão ligados a água e caracteriza a "Mudança", na qual toda mulher é submetida devido a influência dos ciclos da lua.

Mãe de quase todos os órixas, é a deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional.

Casada com Oxalá, Iemanjá é o arquétipo da maternidade. Outras vezes Iemanjá continua bela, mas pode apresentar-se como a Iara, metade mulher, metade peixe, as sereias dos candomblés do caboclo.

Nota: Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.

MITOLOGIA

LENDA (Arthur Ramos)

Com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, que se iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá (yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um filho, Orungã.

Orungã, o Édipo africano, representante de um motivo universal, apaixona-se por sua mãe, que procura fugir de seus ímpetos arrebatados. Mas Orungã não pode renunciar àquela paixão insopitável. Aproveita-se, certo dia, da ausência de Aganju, o pai, e decide-se a violentar Iemanjá. Essa foge e põe-se a correr, perseguida por Orungã. Ia esse quase alcançá-la quando Iemanjá cai no chão, de costas e morre. Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. Dos enormes seios brotaram duas correntes de água que se reúnem mais adiante até formar um grande lago. E do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola; Orum, o Sol; Oxu, a Lua.

Os orixás que sobreviveram no Brasil foram: Obatalá (Oxalá), Iemanjá (por extensão, outras deusas-mães) e Xango (por extensão, os outros orixás fálicos).

Com Iemanjá, vieram mais dois orixás yorubanos, Oxum e Anamburucu (Nanamburucu). Em nosso país houve uma forte confluência mítica: com as Deusas-Mães, sereias do paganismo supérstite europeu, as Nossas Senhoras católicas, as iaras ameríndias.

A Lenda tem um simbolismo muito significativo, contando-nos que da reunião de Obatalá e Odudua (fundaram o Aiê, o "mundo em forma"), surgiu uma poderosa energia, ligada desde o princípio ao elemento líquido. Esse Poder ficou conhecido pelo nome de Iemanjá.

Durante os milhões de anos que se seguiram, antigas e novas divindades foram unindo-se à famosa Orixá das águas, como foi o caso de Omolu, que era filho de Nanã, mas foi criado por Iemanjá.

Antes disso, Iemanjá dedicava-se à criação de peixes e ornamentos aquáticos, vivendo em um rio que levava seu nome e banhava as terras da nação de Egbá.

Quando convocada pelos soberanos, Iemanjá foi até o rio Ogun e de lá partiu para o centro de Aiê para receber seu emblema de autoridade: o abebé (leque prateado em forma de peixe com o cabo a partir da cauda), uma insígnia real que lhe conferiu amplo poder de atuar sobre todos os rios, mares, e oceanos e também dos leitos onde as massas de águas se assentam e se acomodam.

Obatalá e Odudua, seus pais, estavam presentes no cerimonial e orgulhosos pela força e vigor da filha, ofereceram para a nova Majestade das Águas, uma jóia de significativo valor: a Lua, um corpo celeste de existência solitária que buscava companhia. Agradecida aos pais, Iemanjá nunca mais retirou de seu dedo mínimo o mágico e resplandecente adorno de quatro faces. A Lua, por sua vez, adorou a companhia real, mas continuou seu caminho, ora crescente, ora minguante..., mas sempre cheia de amor para ofertar.

A bondosa mãe Iemanjá, adorava dar presentes e ofereceu para Oiá o rio Níger com sua embocadura de nove vertentes; para Oxum, dona das minas de ouro, deu o rio Oxum; para Ogum o direito de fazer encantamentos em todas as praias, rios e lagos, apelidando-o de Ogum-Beira-mar, Ogum-Sete-ondas entre outros.

Muitos foram os lagos e rios presenteados pela mãe Iemanjá a seus filhos, mas quanto mais ofertava, mais recebia de volta. Aqui se subtrai o ensinamento de que "é dando que se recebe". Fonte: Deusa Iemanjá

Iemanjá Rainha do Mar

Cantada por Maria Bethânia
Composição: Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro

Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?

Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá.

Onde ela vive?
Onde ela mora?

Nas águas,
Na loca de pedra,

O que ela gosta?
O que ela adora?

Perfume,
Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente
Pra ela se enfeitar.

Como se saúda a Rainha do Mar?
Como se saúda a Rainha do Mar?

Alodê, Odofiaba,
Minha-mãe, Mãe-d'água,
Odoyá!

Qual é seu dia,
Nossa Senhora?

É dia dois de fevereiro
Quando na beira da praia
Eu vou me abençoar.

O que ela canta?
Por que ela chora?

Só canta cantiga bonita
Chora quando fica aflita
Se você chorar.

Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Quem é que já viu a Rainha do Mar?

Pescador e marinheiro
que escuta a sereia cantar
é com o povo que é praiero
que dona Iemanjá quer se casar.

Meu respeito e admiração pela cultura e a crença.

Saudação à Iemanjá, a Rainha do Mar: Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba!"

(Texto de Pai Carlos de Oxossy)




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Candomblé em Portugal: Asé!




Para o povo yorubá, para o povo de candomblé e em regra geral para o povo de santo, a palavra ASÈ, tornou-se conhecida e sobretudo desejada nas suas vidas, por ser a “boa energia”!
Dentro do candomblé, por exemplo na Nação Ketu, Asè (Axé), é compreendida como energia vital, verdadeira presença de Deus (Olorum), nas forças e formas da natureza, assim como no
interior dos seres humanos.
Também é o poder de fazer “as coisas acontecerem”, comando espiritual, poder de invocar, oração, agradecimento, luz própria de Deus, tornada acessível à humanidade. De acordo com os princípios em que acreditamos, o momento da criação, gerou uma única força conhecida, como ASÈ !
O verbo mais importante para o candomblé, é: realizar!
Todo o homem vem ao AIYÉ, à terra, para deixar a sua marca e a sua lembrança.
É assim que ele será recordado pela sua descendência, através das suas realizações. Isto só é possível realizar com o apoio dos Orisás,- mensageiros de Deus- cuja força flúi para nós; é neste momento que ocorre a realização pretendida.
Realizamos o ASÈ, com a ajuda, a força e o poder da nossa crença em Deus (Olorum), nos Orisás (orixás) e nos nossos antepassados (ancestrais).
Apesar de banalizada por muitos, a palavra ASÈ, continua a ser sempre tão infinita quanto a palavra ámen, assim seja, aleluia ,maranata e em tantas outras línguas!
Que o ASÈ continue a ser a bênção de Deus (Olorum), o acto de abençoar pleno de graça do nosso pai/mãe de santo.
Que a nossa vida, seja e viva de : ASÈ !!!  

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Jornal Umbandista Português

Já á algum tempo a ATUPO - Associação Templo de Umbanda Pai Oxalá, dirigida por Pai Cláudio, tem criado periodicamente um jornal electrónico de distribuição gratuita, visando dismistificar ideias erradas sobre a Umbanda, dar a conhecer alguns de seus fundamentos, e divulgando também noticias e eventos sobre o que acontece em Portugal, acerca da Umbanda e outras religiões de matriz afro-brasileira.
Este jornal tem o nome de "Fundamento" e vai neste momento na edição numero 9.



Ver aqui o jornal em PDF


"Deixamos também aqui os nossos parabéns á ATUPO, e a Pai Cláudio pela iniciativa e bom trabalho."


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Candomblé em Portugal: Bábálórísá Jomar d'Ògún eleito Vice - Presidente Nacional da FENACAB Brasil


A eleição para a Direcção Executiva (Directoria) da FENACAB - Associação Nacional dos Cultos Afro-Brasileiros - Bahia / Brasil, realizou-se no passado mês de Janeiro de 2012.

Fazem parte deste órgão eleito:

Presidente:
 - Aristides de Oliveira Mascarenhas - Pai Ari d'Ajagunã - Ilé Asè Opô Ajagunã - Brasil.
Vice - Presidente:
- José Manuel Gouveia Pinto - Pai Jomar d'Ògún - Ilé Asé Omin Ògún - Portugal.

Para os restantes órgãos, foram  eleitos:

Assembleia Geral:
 - Genaldo Lemos do Couto - Presidente.
- Walter Ribeiro Costa Júnior:  Vice- Presidente.

- Jacira Santos de Jesus - Secretária.
Conselho Fiscal:
- Cosme José de Matos Júnior - Presidente
- José Ribamar Nonato da Silva - Vice - Presidente

Anexam-se os autos reconhecidos legalmente pelo Registo Civil das Pessoas Júridicas - Salvador - Bahia - Brasil: